Falta de disciplina tática explica cautela de Ancelotti com Endrick na Copa

Endrick comemora gol da seleção brasileira contra o Egito em Cleveland (EUA)

Endrick entrou em campo e teve impacto imediato nos amistosos diante de Croácia, em março, Panamá, em maio, e Egito, em junho. Ainda assim, na estreia do Brasil na Copa do Mundo diante do Marrocos, 1 a 1 no último sábado, o técnico Carlo Ancelotti escalou Igor Thiago no ataque.

Quando decidiu tirar o centroavante, criticado por gols perdidos não só contra Marrocos, mas contra o Egito, o treinador colocou Matheus Cunha. Endrick ficou no aquecimento até o italiano esgotar suas substituições.

Com isso, uma pergunta é ouvida de torcedores, jornalistas e comentarista. Por que Ancelotti reluta em dar minutos a Endrick?

Ancelotti espera que o atacante mais adiantado exerça uma marcação pressão forte na saída de bola rival. Embora seja capaz disso, Endrick tem como uma característica própria voltar com certa frequência para buscar a bola em posições mais recuadas.

Por isso, acaba ficando fora de posição para exercer essa pressão sem a bola. O treinador tem trabalhado taticamente com o centroavante para que não retorne tanto e mantenha sua posição na frente.

Não é, entretanto, tão simples. Pessoas que acompanharam o dia a dia de Endrick na seleção brasileira relatam que o atacante, embora mostre grande talento nos treinamentos, tem como característica muito forte o improviso e a tomada das própria

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