
Cientistas alertam que temperaturas extremas como essas tendem a se tornar o “novo normal” nessas regiões
Grande parte dos Estados Unidos e da Europa tem enfrentado um verão de calor extremo.
Cientistas alertam que temperaturas extremas como essas tendem a se tornar o “novo normal” nessas regiões.
Na França, estima-se que mais de 2.000 pessoas morreram em decorrência da onda de calor recorde do fim de junho. Na Inglaterra e no País de Gales, estima-se que mais de 2.700 pessoas possam ter morrido em decorrência das sucessivas ondas de calor registradas desde maio.
Nos Estados Unidos, pelo menos 44 mortes associadas ao calor foram registradas durante o fim de semana do feriado de 4 de Julho, quando o país enfrentou temperaturas extremas.
O Brasil também tem enfrentado episódios de calor extremo.
No fim de 2025, por exemplo, uma onda de calor levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir alerta vermelho para áreas do Centro-Sul do país, após vários dias de temperaturas muito acima da média e recordes em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Para muita gente, esse aumento das temperaturas foi um choque. É uma nova realidade à qual as pessoas precisam se adaptar, à medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes e intensos por causa das mudanças climáticas.
“As pessoas não percebem que este não é o mesmo calor de dez anos atrás. Hoje, ele é mais intenso porque, em muitos lugares, as temperaturas já não caem durante a noite”, disse Jennifer Marlon, pesquisadora da Universidade de Yale, nos EUA, que estuda os impactos do calor extremo, em entrevista à BBC.
Nosso organismo depende das temperaturas mais amenas durante a noite para se recuperar do calor acumulado ao longo do dia.

