
Pernambuco apresentou o maior crescimento do comércio varejista do país no acumulado de janeiro a julho de 2026. Na comparação com os sete primeiros meses de 2025, o volume de vendas no varejo restrito — que engloba oito segmentos, entre eles supermercados, lojas de vestuário, farmácias e postos de combustíveis — aumentou 10,4%.
No varejo ampliado, que também considera setores como veículos, motocicletas, materiais de construção e atacado de produtos alimentícios, o avanço pernambucano foi de 9,2%. Os índices ficaram bem acima das médias registradas no Brasil, de 1,8% no varejo restrito e 1,9% no ampliado. Os números foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do desempenho expressivo no acumulado do ano, o resultado não ocorreu de forma homogênea entre todos os segmentos do comércio. Algumas atividades tiveram desempenho superior à média nacional, enquanto outras apresentaram retração. Na comparação entre junho e julho de 2026, por exemplo, Pernambuco registrou queda de 1,5% no varejo restrito e de 1,8% no varejo ampliado.
De acordo com estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC), os supermercados, hipermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios respondem por aproximadamente 6 pontos percentuais dos 9,2% de crescimento registrado no varejo ampliado no acumulado do ano. Já o segmento de veículos, motocicletas, peças e componentes teria contribuído com cerca de 2,6 pontos percentuais.
O desempenho também se manteve positivo na comparação entre julho de 2026 e o mesmo mês do ano anterior. No varejo restrito, Pernambuco registrou crescimento de 7,1%, ficando na segunda posição entre os estados, atrás apenas do Espírito Santo, que apresentou alta de 8,5%.
No varejo ampliado, a expansão pernambucana chegou a 6,1% em julho. O resultado colocou o estado entre os maiores crescimentos do país, ficando atrás de Mato Grosso do Sul, que avançou 10,9%, e do Distrito Federal, com alta de 7,5%.

